quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pré-eclampsia


Gostaria de contar um pouquinho do que aconteceu conosco. Minha gestação era"perfeita", fazia um pré-natal  mensal com pressão normal e todos exames de sangue, urina e US sem alterações... tudo perfeito. O que eu sentia apenas era muito enjoo, mas muitas mulheres sentem toda a gestação, entãoo não me preocupei. Até que na consulta de rotina na 32 semana de gestação o GO notou que ela tinha engordado apenas 300 gramas em um mês, então ele solicitou um Dopller. Ali o médico radiologista observou que eu estava desenvolvendo pré-eclampsia. Ela estava bem, mas abaixo do peso. Naquele mesmo dia minha pressão deu um "salto" e foi pra 22/14. Fiquei 24 horas internada até que decidiram realizar uma cesária de emergência pois a pressão não baixava com medicamentos e ela estava entrando no que eles chamam de "sofrimento fetal", ou seja, falta de oxigêneio. A Cecília surpreendeu toda a equipe médica, pois nasceu abaixo do peso (o que era esperado), mas muito forte, chorando e nem precisou de oxigênio. Ficou internada na UTI apenas para ganhar peso, estava bem por 18 dias, mas contraiu uma infecção respiratória e em 12 horas faleceu. Tudo aconteceu muito rápido. Considerava minha gestação muito saudável, peso certo, não tinha nenhuma doença antecedente, alimentação saudável, pré-natal correto.... mas isso não foi suficiente. Então resolvi pesquisar sobre pré-eclampsia, tanto perguntando aos médicos que fui depois de tudo, como pesquisando na internet. Descobri que a pré-eclampsia é mais frequente do que imaginava, perigosa e muitas vezes silenciosa (como no meu caso). Por isso vou postar dados que resgatei da internet, mas todos eu perguntei aos meus médicos e as respostas foram as mesmas. Acho que estes dados podem ser uteis para futuras mamães e também para mamães que assim como eu já passaram por isso.
bjs

"ao longo do caminho sofrerão perdas, mas estas perdas te elevarão o espirito e construirão em tua alma uma fortaleza de amor..."
Te amo cada vez mais minha pequena


A gravidez pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mulher, uma vez que herdou metade dos genes do pai. Ela não rejeita esse corpo estranho, porque desenvolve mecanismos imunológicos para proteger o feto. Em alguns casos, porém, ele libera proteínas na circulação materna, que provocam uma resposta imunológica da gestante, que agride as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial.
A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o nome de pré-eclâmpsia e, em geral, instala-se a partir da 20ª semana, especialmente no 3° trimestre.
A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, que põe em risco a vida da mãe e do feto.
As causas dessas enfermidades ainda não foram bem estabelecidas. O que se sabe é que estão associadas à hipertensão arterial, que pode ser crônica ou especifica da gravidez.

Exames

O médico realizará um exame físico e solicitará testes laboratoriais. Possíveis sinais de pré-eclâmpsia:
  • Hipertensão, geralmente maior do que 140/90 mmHg
  • Proteína na urina (proteinúria)
O exame físico também pode indicar:
  • Inchaço nas mãos e no rosto
  • Ganho de peso
Também serão realizados exames de sangue e de urina. Os possíveis resultados anormais incluem:
  • Proteína na urina (proteinúria)
  • Nível de enzimas hepáticas mais alto do que o normal
  • Contagem de plaquetas inferior a 100.000 (trombocitopenia)
O médico também solicitará outros testes para verificar a coagulação do sangue e monitorar a saúde do bebê. Alguns testes que monitoram o bem-estar do bebê incluem ultrassom de gravidez, teste sem estresse e perfil biofísico. Os resultados desses testes ajudarão o médico a decidir se o parto do bebê precisa ser realizado imediatamente.
As mulheres que, no início da gestação, tinham pressão arterial muito baixa, mas apresentaram um aumento significativo, precisam ser monitoradas cuidadosamente para verificar a ocorrência de outros sinais de pré-eclâmpsia.

Sintomas de Pré-eclâmpsia

Geralmente, as mulheres diagnosticadas com pré-eclâmpsia não se sentem doentes.
Possíveis sintomas da pré-eclâmpsia:
  • Inchaço nas mãos e rosto/olhos (edema)
  • Mais de um quilo por semana
  • Ganho de peso súbito em um ou dois dias
Observação: apresentar um pouco de inchaço nos pés e tornozelos é considerado normal durante a gravidez.
Sintomas de pré-eclâmpsia mais grave:
  • Dor de cabeça constante ou latejante que não desaparece
  • Dor abdominal, sentida principalmente no lado direito, abaixo das costelas. Também é possível sentir dor no ombro direito ou confundi-la com azia, dor na região da vesícula biliar, vírus estomacal ou chutes do bebê
  • Agitação
  • Diminuição da quantidade de urina, não urinar com muita frequência
  • Náusea e vômito (sinal preocupante)
  • Alterações na visão, como perda temporária da visão, sensação de luzes piscando, auras, sensibilidade à luz, manchas e visão embaçada

Tratamento de Pré-eclâmpsia

A única forma de curar a pré-eclâmpsia é realizar o parto do bebê.
Se o bebê já estiver bem desenvolvido (geralmente com 37 semanas ou mais), o médico pode optar pelo parto para que a pré-eclâmpsia não piore. A gestante pode receber diferentes tratamentos para ajudar a iniciar o trabalho de parto ou pode ser necessário realizar uma cesariana.
Se o bebê não estiver totalmente desenvolvido e a pré-eclâmpsia não for grave, a doença geralmente pode ser controlada em casa até que o bebê tenha uma boa chance de sobreviver após o parto. As possíveis recomendações médicas para isso são:
  • Repouso absoluto, deitada sobre o lado esquerdo o tempo todo ou a maior parte do tempo
  • Beber bastante água diariamente e reduzir o consumo de sal
  • Realizar consultas mais frequentes com o médico para garantir que você e o bebê estão bem
  • Tomar medicamentos para diminuir a pressão arterial (em alguns casos)
Procure o médico imediatamente se você ganhar mais peso ou apresentar novos sintomas.
Em alguns casos, a gestante com pré-eclâmpsia é internada em um hospital para que a equipe médica possa monitorar cuidadosamente a mãe e o bebê.
O tratamento pode incluir:
  • Medicamentos administrados por via intravenosa para controlar a pressão arterial e evitar convulsões e outras complicações
  • Injeções de esteroide (após 24 semanas) para ajudar a acelerar o desenvolvimento dos pulmões do bebê
Você e o médico continuarão discutindo o melhor momento para realizar o parto do bebê, levando em consideração:
  • A proximidade da data prevista para o nascimento. Quanto mais avançada estiver a gravidez antes do parto, melhor será para o bebê.
  • A gravidade da pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia pode causar muitas complicações graves para a mãe.
  • A situação do bebê dentro do útero.
O parto do bebê deve ser realizado se você apresentar sinais de pré-eclâmpsia grave, como:
  • Exames (ultrassom, perfil biofísico) que mostram que o bebê não está se desenvolvendo bem ou não está recebendo a quantidade adequada de sangue e oxigênio
  • O valor mais baixo de pressão arterial apresentado pela mãe for superior a 110 mmHg ou for maior do que 100 mmHg continuamente durante 24 horas
  • Exames alterados da função hepática
  • Dor de cabeça intensa
  • Dor abdominal
  • Eclâmpsia
  • Líquido nos pulmões da mãe (edema pulmonar)
  • Síndrome de HELLP
  • Baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia)
  • Diminuição da função renal (pequena quantidade de urina, grande quantidade de proteína na urina, aumento no nível de creatinina no sangue)

           http://www.minhavida.com.br/saude/temas/preeclampsia

Para quem quer saber mais sobre o assunto de um ponto de vista fisiopatológico, com novos artigos sobre tratamentos e prevenções achei um site ótimo escrito por um Dr. nefrologista: http://www.medonline.com.br/med_ed/med1/preeclampsia.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário