terça-feira, 30 de julho de 2013

Visita de amor

Uma visita de amor
 
As três crianças chegaram ao anoitecer. Tristes, traziam nos semblantes as dores choradas por horas.
De mãos dadas, adentraram o que lhes seria, a partir de então, o novo lar.
          A mãe havia partido no dia anterior, no rumo do Mundo Espiritual.
O Diretor da Instituição as recebeu e tentou acarinhá-las, desejoso de compensar-lhes o aconchego perdido.
Porque estivessem tomadas todas as camas, ele cedeu a sua para que as três pudessem dormir, naquela noite.
Ele próprio se acomodou, de forma improvisada, no mesmo quarto.
Adormeceram as crianças, abraçadas, num intuito de uma a outra darem proteção.
Na madrugada, algo despertou aquele homem. Abriu os olhos e percebeu um grande clarão próximo à cama dos pequenos.
Tentou erguer-se mas não conseguiu. Uma forma feminina, no meio da luz intensa, lhe disse: Não se mexa. Fique aí. As crianças estão bem.
E deteve-se, especialmente, ao lado do menor dos garotos. O mais desalentado daquele trio.
Durante algum tempo ali permaneceu. E o Diretor, cansado, acabou por adormecer outra vez.
Quando a manhã sorriu, entrando jovial pela janela, ele despertou os meninos.
Enquanto auxiliava o menorzinho a se vestir, percebeu que ele estava muito quieto. Depois, em certo momento, perguntou:
Senhor, minha mãe veio me visitar ontem à noite. O senhor viu?
O Diretor aconchegou a si o pequeno e consentiu:
Sim, meu filho. Eu vi.
                                             *   *   *
A morte não destrói os afetos, nem os relacionamentos.
Os que abandonam o corpo prosseguem, de onde se encontram, a velar pelos que permanecem na Terra.
Amores profundos se perpetuam e onde quer que haja um coração dorido de saudade, o ausente amado se faz presente.
Ninguém está só, no mundo, embora a pobreza dos sentidos nem sempre nos permita o registro dos amados.
Contudo, quando à mente nos assoma a imagem de quem realizou a grande viagem; quando a lembrança dos amores, repentinamente, nos emociona; quando a saudade embala recordações... acreditemos: os amores estão próximos.
São suas presenças que acionam nossos registros mentais e motivam esses quadros doces e acalentadores.
Quando isso ocorrer com você, feche os olhos, sinta o perfume do amor beijar-lhe a face, e agradeça a Deus pela dádiva do reencontro.
Depois, amenizada a saudade, enxugue o pranto, sorria e prossiga nas lutas, aguardando no tempo o reencontro definitivo, quando as sombras da morte igualmente o abraçarem.
 
 Redação do Momento Espírita, com história do cap. A visita da mãe a um órfão, do livro O estranho e o extraordinário, de Charles Berlitz, ed.Best Seller.
Em 29.7.2013.
 



Quem disse que seria fácil? Levantar da cama de manhã, tirar o pijama, comer, trabalhar, dormir... tudo é uma vitória. Porém não podemos desistir, devemos mostrar para os "amores ausentes" o quanto somos fortes e corajosos, pois eles estão sempre por perto nos guiando e nos iluminando. 
Sinto muita saudade das minhas gringas amadas!!! Amo vocês, vó e Cecília.   




domingo, 28 de julho de 2013

Até logo mais... não Adeus




Perdi meu filho! Perdi minha filha!

Estas são expressões lacrimosas de pais vestidos de dor, pela morte dos seus filhos.
A lógica humana pondera que os pais devam morrer antes dos filhos. Seria a ordem natural das coisas. - Comenta-se.
No entanto, a vida tem suas próprias diretrizes e não segue a lógica que se lhe tenta determinar.
Cada ser tem seu tempo certo de vida. Seu momento de partir.
Cada criatura traz, ao nascer, a programação que estabelece o quantum de anos deva transitar sobre a Terra.
Por isso, inúmeras vezes, partem antes os filhos do que seus pais.
Isso sem se falar das mortes que ocorrem por conta e risco da imprudência, dos desatinos, das inconsequências mundanas.
De toda forma, o  processo de separação pela morte é extremamente doloroso, na Terra.
Acostumados à vestimenta carnal, grosseira, impedidos de ver o mundo invisível, que nos cerca, choramos a ausência dos que nos disseram o grande adeus, na aduana da morte.
Chorando e lamentando, falamos de perda. Mas, como escreveu José Saramago: Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.
Eis o ponto. Ninguém perde ninguém. Os filhos nos são confiados à guarda pela Divindade. Os pais nos são oferecidos como portos de segurança.
Cada pessoa que nos conquista a afeição pode permanecer conosco um tempo mas, bem poderá ser convidada ao retorno, antes de nós.
Compete-nos, portanto, estarmos preparados a fim de que não detenhamos as lutas porque alguém se foi. Não nos vistamos de crepe porque a morte arrebatou o ser amado do nosso lado.
Sobretudo não utilizemos palavras como perda, pois que o que se verifica é a ausência da presença física.
Os que partem prosseguem nutrindo por nós os mesmos sentimentos.
Se nos amam, envolvem-nos com seus abraços espirituais de forma constante. De onde se encontrem, trabalhando no bem, crescendo no progresso, nos enviam suas mensagens de luz.
Aguardam-nos, a cada noite, o desprendimento do corpo para dialogarem conosco mais intensamente. E nos abençoam as lembranças, fazendo-nos tudo recordar como um delicado sonho, ao despertar.
Alegram-se com nossas conquistas. Fazem-se presentes em nossas festividades e nos enxugam as lágrimas, nos dias de desolação.
Alimentam a nossa saudade com suas sutis presenças e, vez ou outra, espalham o perfume do seu amor, causando-nos doces emoções.
Incentivam-nos nas lutas de cada dia e aguardam, paciente e amorosamente, que os anos transcorram a fim de que se processe o reencontro.
Eles nos disseram Até logo mais, não Adeus.
Afetos ausentes. Não perdidos, nem desaparecidos.
Pensemos nisso e reformulemos nossos pensamentos e palavras.


Redação do Momento Espírita.
Em 02.04.2012.

A foto desta mensagem é um dos momentos em que esperava minha pequena na frente do hospital. As coisas não aconteceram como esperávamos, mas estamos sempre em oração que Deus e os bons amigos nos deem força e coragem nessa caminhada. Sei que combinamos tudo isso em outro plano, então gosto de pensar que vamos nos reencontrar outra vez. Te amamos "pintinha", tu foi e é nossa grande alegria.

" Tudo passa, tudo passará...
            E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz.
           Teremos coisas bonitas pra contar.
            E até lá, vamos viver
            Temos muito ainda por fazer
            Não olhe pra trás
            Apenas começamos.
           O mundo começa agora
           Apenas começamos."
(Legião Urbana)

sábado, 20 de julho de 2013

Oração para uma mãe que perdeu seu bebê



Anjo de Luz
(Mensagem para uma mães que perdeu seu bebê)

Mãezinha, se você pensa que seu bebe se foi...
Se você chora pela saudade que seu bebe deixou no coração...
e se pergunta, entre lágrimas: POR QUE MEU BEBE SE FOI?
Saiba que seu bebe não se foi...
Continua entre nós, de um jeito diferente.
Está vivo de um jeito diferente!
Com certeza do jeito perfeito, o jeito de Deus!
Não pergunte por que seu bebe já foi tão cedo...
Pergunte-se: por que ele veio?
Por que Deus teria dado este bebe a você?
O que seu bebe veio fazer entre nós?
Seu bebe veio porque tinha uma missão,
a missão de amar e ensinar a amar.
E a sua missão como mãe é a de amá-lo eternamente.
Seu bebe foi um raio de luz, uma mensagem de Deus.
Veio e se foi...
Mas sua passagem tão breve deixou tanto AMOR,
tanta SAUDADE, que seria impossível esquecê-lo!
Hoje mãezinha você só pode agradecer a Deus
por Ele ter enviado este presente para o seu ventre...
A vida de seu bebe vivida contigo,
mesmo que fosse por tão pouco tempo.
Faça esta oração e a paz reinará novamente
em seu coração:
Deus meu Pai, hoje eu sofro a dor da saudade.
A dor de não poder mais tocar neste Anjo de Luz.
Mas, mesmo entre lágrimas, te agradeço.
Obrigada por ter me permitido viver com meu bebezinho
tão especial, meu anjinho de luz.
Obrigada pelo tempo que ele passou comigo...
Dá-me hoje a generosidade de devolvê-lo a Ti.
Toma-o, Senhor,
Agora meu bebe é seu,
Inteiramente Teu...
Embora, continue sendo meu também.
Que meu bebe seja um Anjo de Luz entre eu e o Senhor meu Deus;
O mensageiro a levar minha oração ao teu coração de Pai.
Conforta-me Deus, me ensine
a aceitar a sua vontade, hoje e sempre.
Amém.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Como lidar com uma mulher que perdeu seu bebê

Esta carta foi escrita por uma enfermeira americana que perdeu seu bebe e tem sido usada no mundo todo para ajudar as pessoas a compreenderem o sofrimento que enfrentam as mães que perdem seus filhos.
Espero que possa ajudar a todos os que lerem-na.

Esta carta foi feita para ajudar outras pessoas a entender e respeitar a dor da perda gestacional.

Quando estiver tentando ajudar uma mulher que perdeu um bebê, não ofereça sua opinião pessoal sobre sua vida, suas escolhas, seus projetos para seus filhos. Nenhuma mulher nesta situação está procurando por opiniões (de leigos) sobre porque isto aconteceu ou como ela deveria se comportar.

Não diga: É a vontade de Deus. Mesmo se nós somos membros de uma mesma congregação, a menos que você seja um dirigente desta igreja e eu estiver procurando por sua orientação espiritual, por favor, não deduza o que Deus quer para mim. A vontade de Deus é que ninguém sofra. Ele apenas permite.
Apesar de saber que muitas coisas terríveis que acontecem são permitidos por Deus, isto não faz estes acontecimentos menos terríveis.

Não diga: Foi melhor assim havia alguma coisa errada com seu bebê. O fato de haver alguma coisa errada com o bebê é que me faz tão triste. Meu pobre bebê não teve chance. Por favor, não tente me confortar destacando isto.

Não diga: Você pode ter outro. Este bebê nunca foi descartável. Se tivesse a escolha entre perder esta criança ou furar meu olho com um garfo, eu teria dito: Onde está o garfo? Eu morreria por esta criança, assim como você morreria por seu filho. Uma mãe pode ter dez filhos, mas sempre sentirá falta daquele que se foi.

Não diga: Agradeça a Deus pelo(s) filho(s) que você tem. Se a sua mãe morresse num terrível acidente e você estivesse triste, sua tristeza seria menor porque você tem seu pai?

Não diga: Agradeça a Deus porque você perdeu seu filho antes de amá-lo realmente. Eu amava meu filho ou minha filha. Ainda que eu tenha perdido meu bêbê tão cedo ou quando nasceu, eu o amava.

Não diga: Já não é hora de deixar isto para trás e seguir em frente? Esta situação não é algo que me agrada. Eu queria que nunca tivesse acontecido.
Mas aconteceu e faz parte de mim para sempre. A tristeza tem seu tempo que não é o meu ou o seu.

Não diga: Eu entendo como você se sente. A menos que você tenha perdido um bebê, você realmente não sabe como eu me sinto. E mesmo que você tivesse perdido, cada um vivencia esta tristeza de modo diferente.

Não me conte estórias terríveis sobre sua vizinha, prima ou mãe que teve um caso parecido ou pior. A última coisa que preciso ouvir agora é que isto pode acontecer seis vezes pior ou coisas assim. Estas estórias me assustam e geram noites de insônia assim também como tiram minhas esperanças. Mesmo as que tenham tido final feliz, não compartilhe comigo.

Não finja que nada aconteceu e não mude de assunto quando eu falar sobre o ocorrido. Se eu disser antes do bebê morrer... Ou quando eu estava grávida...não se assuste. Se eu estiver falando sobre o assunto, isto significa que quero falar. Deixe-me falar. Fingir que nada aconteceu só vai me fazer sentir incrivelmente sozinha.

Não diga: Não é sua culpa. Talvez não tenha sido minha culpa, mas era minha responsabilidade e eu sinto que falhei. O fato de não ter tido êxito, só me faz sentir pior. Aquele pequenino ser dependia unicamente de mim para trazê-lo ao mundo e eu não consegui. Eu deveria trazê-lo para uma longa vida e não pude dar-lhe ao menos sua infância. Eu estou tão brava com meu corpo que você não pode imaginar.

Não me diga: Bem, você não estava tão certa se queria ter este bebê... Eu já me sinto muito culpada sobre ter reclamado sobre mal estar matinais ou que eu não me sentia preparada para esta gravidez ou coisas assim. Eu já temo que este bebê morreu porque eu não tomei as vitaminas, comi ou tomei algo que não devia nas primeiras semanas quando eu não sabia que estava grávida.

Eu me odeio por cada minuto que eu tenha limitado a vida deste bebê. Se sentir insegura sobre uma gravidez não é a mesma coisa que querer que meu bebê morra, eu nunca teria feito esta escolha.

Diga: Eu sinto muito. É o suficiente. Você não precisa ser eloqüente. As palavras dizem por si.

Diga: Ofereço-lhe meu ombro e meus ouvidos.

Diga: Vocês vão ser pais maravilhosos um dia ou vocês são os pais mais maravilhosos e este bebê teve sorte em ter vocês. Nós dois precisamos disso.

Diga: Eu fiz uma oração por vocês. Mande flores ou uma pequena mensagem. Cada uma que recebi, me fez sentir que meu bebê era amado. Não envie novamente se eu não responder.

Não ligue mais de uma vez e não fique brava (o) se a secretária eletrônica estiver ligada e eu não retornar sua chamada. Se nós somos amigos íntimos e eu não estiver respondendo suas ligações, por favor, não tente novamente. Ajude-me desta maneira por enquanto.

Não espere tão cedo que eu apareça em festas infantis e ou chás para bebes ou vibre de alegria no dia das mães. Na hora certa estarei lá.

Se você é meu chefe ou companheiro de trabalho:

Reconheça que eu sofri uma morte em minha família não é simplesmente uma licença médica. Reconheça que além dos efeitos colaterais físicos, eu vou estar triste e angustiada por algum tempo. Por favor, me trate como você trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava. Eu preciso de tempo e espaço.

Por favor, não traga seu bebê ou filho pequeno para eu ver. Nem fotos. Se sua sobrinha está grávida, ou sua irmã teve um bebê há pouco, por favor, não divida comigo agora. Não é que eu não possa ficar feliz por ninguém mais, é só que cada vez que vejo um bebê sorrindo ou uma mãe envolta nesta felicidade, me traz tanta saudade ao coração que eu mal posso agüentar. Eu talvez diga olá, mas talvez eu não consiga reprimir as lágrimas. Talvez ainda se passarão semanas ou meses antes que eu fique pelo menos uma hora sem pensar nisso. Você saberá quando eu estiver pronta.Eu serei aquela que perguntará pelos bebes, ou como está aquele garotinho lindo?

Acima de tudo, por favor, lembre-se que isto é a pior coisa que já me aconteceu.

A palavra morte é pequena e fácil de dizer. Mas a morte do meu bebê é única e terrível. Vai levar um bom tempo até que eu descubra como conviver com isto.

Obrigada
.

Encontrei esse texto na internet e reflete exatamente o que muitas mulheres passam. A compreensão de familiares e amigos é fundamental nessa hora.  

domingo, 14 de julho de 2013

Dias de desafios





Dias de desafios

Quem de nós não desejaria que a existência transcorresse à semelhança de um rio calmo, onde a barca de nossa vida singrasse por águas tranquilas e serenas?
Todos temos o desejo de que, na vida, os embates não surjam, as dificuldades não se apresentem, e as dores não ocupem espaço em nosso caminhar.
Contudo, viver é muito mais do que atender ao escoar dos dias, ou esperar a velhice chegar e a morte encerre a vida do corpo físico.
Temos o desafio, a cada vez que nascemos, a cada vez que nos vestimos de carne, de que novos aprendizados se façam.
Esse é o propósito da Divindade para conosco: que o corpo físico seja a possibilidade de progresso para a alma.
Assim, naturalmente haverá dias mais amargos em nossa jornada.
Ocorrerão fases em que o peso sobre nossos ombros se avolumará, e os problemas se apresentarão mais complexos.
Passaremos por dias tumultuosos, em que seremos testados em nossos valores, nossa perseverança, nossa fé.
Surgirão situações de grande monta, exigindo que desenvolvamos capacidades morais de que não dispúnhamos ou nem imaginávamos dispor.
Haverá situações nas quais a prova se mostrará mais rude, em que enfrentaremos nossos limites morais, em que bordejaremos o extremo de nossa capacidade.
Nada disso acontecerá, no entanto, sem a plena anuência da Divindade. Nenhuma sem o pleno conhecimento da Providência Divina.
Deus tem total ciência de tudo que nos sucede.
Nada que nos ocorra é inútil ou destituído de alguma razão, mesmo que de momento não consigamos entender o propósito.
Contrariando o adágio popular, podemos dizer que Deus escreve certo por linhas retas.
Nós é que somos, algumas vezes, os míopes que não conseguimos ver o amor e sabedoria de Seus desígnios.
Assim, se os dias se mostram desafiadores, ali está a bondade de Deus nos oferecendo o aprendizado.
Para alguns, o desafio é lidar com o retorno do ser amado à pátria espiritual, deixando o rastro das saudades e uma imensa ausência.
Para outros, é a dor, a doença, as deformidades, as limitações físicas que chegam inesperadamente, provocando desequilíbrio em seus dias.
Para muitos, é a família a se desarticular, pela inconstância de uns, despautério de outros, desestruturando relações de alegria e fraternidade.
Assim é nossa jornada. Feita de desafios e lições.
Quando essas nos chegam, na forma da dor ou da saudade, da doença ou de alguma carência qualquer, é sempre o convite para aprender.
Vistamo-nos de coragem e fé. Enfrentemos o que nos chegue com a serenidade daqueles que entendem os desafios como necessários ao crescimento moral.
E não nos esqueçamos de que teremos sempre Jesus, o Bom Pastor, a nos amparar a todos, cansados e aflitos, em Seu regaço amoroso.
Os desafios existenciais fazem parte da vida. Sem eles, o homem seria destruído pela paralisia da vontade, dos membros, das aspirações, que se transformariam em doentia aceitação dos níveis inferiores do estágio da evolução.
Enriquecer-se com a luz do discernimento elevado é a finalidade essencial da vida.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
do cap. 11, do livro 
Vida:desafios e soluções, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

sábado, 13 de julho de 2013

Morrer é preciso



MORRER É PRECISO

De: Glecy Durgante Berni

É um erro ligarmos a palavra MORTE a ausência de vida
Existem outros tipos de morte
E precisamos morrer a cada dia
A morte nada mais é do que uma passagem
Uma transformação
Não existe planta sem a MORTE da semente
Não existe embrião sem a MORTE do espermatozoide
Não existe borboleta sem a MORTE da lagarta
A MORTE nada mais é do que o ponto de partida para o inicio de algo novo
É a fronteira  entre o passado e o futuro
Você quer ter boas amizades, mate dentro de si a pessoa insatisfeita
Respeite seus amigos e mate a inveja e o desejo de prejudicar alguém...só para se sentir vitorioso
E por último, mate dentro de si o egoísmo, o egocentrismo e a autopiedade
Para que renasça o ser que você deseja ser
Pense nisso e MORRA, mas não esqueça de NASCER ainda melhor
Renasça e tenha momentos inesquecíveis
Não deixe a vida lhe matar
Agarre-se a MORTE  para você RENASCER com uma VIDA maravilhosa
Cheia de encantamentos e muita vontade de VIVER e ser feliz


Este texto minha vó escreveu no dia 12 de dezembro de 2012. Ela faleceu no dia 02 de março de 2013, dois meses antes da minha pequena. Considero este texto uma mensagem clara do que podemos considerar morte e vida. Sinto muita saudade de ti minha "véinha", mas sei que tu estas cuidando da minha princesa ai no céu. Te amo vó!!!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Um anjo chamado Cecilia

Um Anjo chamado Cecília

Todos temos um anjo. Com sei disso?
Conheci meu anjo a exatos 2 meses
Como sei que aquele era meu anjo?
Porque quando ele me olhou no fundo dos olhos não consegui reagir, pensar e nem dizer nada
Era a maior paz em meio à confusão do amor
Era vergonha em meio à coragem
Era medo em meio à fé
Os anjos tem sexo?
Sim, o meu se apresentou na linda forma feminina
Os anjos tem nome?
Sim, meu anjo se chama Cecília também conhecida por alguns como Estela Maris
Os anjos tem face?
Sim, o meu era lindo (ou melhor, linda), tinha os olhinhos mais expressivos que já vi, cabelos cor de ouro, narizinho de vovô João, testinha e queixinho de papai com pezinhos de biso nani
Os anjos são fortes ou delicados?
Meu anjo é o ser mais forte e corajoso que eu já conheci, lutou muito. Estava vestindo um corpinho lindo, porém muito delicado
Os anjos tem personalidade?
Sim, meu anjo tem personalidade muito forte, decidida e até levemente temperamental, mas bastava um olhar para amansar o coração de todos a sua volta
Eu fui abençoada, pois conheci meu anjo, carreguei-o dentro de mim por 32 semanas, peguei meu anjo no colo, beijei-o e alimentei-o com meu próprio leite
Não posso mais fazer isso, pois meu anjo agora voltou para os braços do nosso pai
Porém, muitas vezes sinto que agora quem me pega no colo, quem me beija e quem me alimenta de fé é ele... meu anjo.
Assim como cuidei do meu anjo por 32 semanas + 19 dias, hoje é ele que cuida de mim.
Pois afinal é isso que um anjo faz, não é?!
Te amo meu pequeno grande anjo chamado Cecília


 11 de junho de 2013